Kommienezuspadt
27.6.04
Zitat II
K. Hen. Things done well,
And with a care, exempt themselves from fear;
Things done without example, in their issue
Are to be fear’d.
-- W.Shakespeare, The Famous History of the Life of King Henry the Eighth, Act I. Scene II.
Zitat
Man nimmt die unerklärte dunkle Sache wichtiger als die erklärte helle.
-- Friedrich Nietzsche
Which Personality Disorder Do You Have?
enviaram-me isto. Hint?! Hehe! Quem sabe!
http://quizilla.com/users/rosiekins/quizzes/Which%20Personality%20Disorder%20Do%20You%20Have%3F/
Faces
(to my friend P. Remember when I told you it wouldn't happen? I was wrong.)
Walking down the path of oaths is a matter of life. Walking down that path with a smile on your face, that is not life, it's a matter of survival. Sometimes you forget to wear that smile around your face, and the path gets rockier. Sometimes you thank people for reminding you to smile, sometimes you hate them for doing exactly that. Funny how tricky life is, huh? Yet, the path is there for you to walk it through, smile or no smile, covered left and right by those faces you have met, lived with, been caught by, left behind, been left behind by. Faces.
Ai Se Ele Cai
Todos os dias te vejo
Todas as noites te quero
E eu vou procurando
Um sinal em ti que me faça rir
Eu espero e nunca mais vem
Vou tirando fotocópias
E vou pensando em ti
Vou adivinhando todos os desejos e todos os beijos
Que temos para trocar
De tanto querer,
De tanto gostar,
De tanto te amar
Eu não te quero perder
Ai se ele cai
Vai-se partir
Meu coração
Vai-se partir
Todos os dias te tenho
Todas as noites te abraço
Vou aproveitando tudo o que tu tens
Tudo o que me dás
Nem consigo acreditar
Meu amor
Se isto é só um sonho bom
Eu não quero acordar
De tanto querer,
De tanto gostar,
De tanto te amar
Eu não te quero perder
Ai se ele cai
Vai-se partir
Meu coração
Vai-se partir
Ai se ele cai
Vai-se partir
Meu coração
Vai-se partir
Ai se ele cai
(e de tanto querer)
Vai-se partir
(e de tanto gostar)
Meu coração
(e de tanto te amar)
Vai-se partir
(não te quero perder)
Ai se ele cai
--Xutos & Pontapés , O mundo ao contrário
22.6.04
Do oferecer!
Ahm.. ainda estou em estado de choque! Alguém que adoro ofereceu-me uma Montblanc. Eu que amo escrever, que sempre namorei as Montblanc, assim de repente, sem o esperar, sem ser Natal, aniversário ou qualquer uma daquelas datas tradicionais do oferecer, perco-me agora de amores por uma Montblanc lindíssima!
Meisterstück Traveller, com um leather travel case para quando andares de avião as cargas n rebentarem (hehe! achei graça ao àparte!).
Tenho andado afastada das escritas verdadeiras, de papel e caneta. Deixei de ter desculpa para não recuperar o que antes me era tão natural, I guess!
http://www.montblanc.com/
Amélie
Revi, em DVD. Um universo fora do comum.
http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/amelie-poulain/amelie-poulain.htm
21.6.04
Ui ui...!
Que eu não acredito muito nestas coisas, mas depois do que me disseram ontem, não sei não!
http://www.astrology-numerology.com/numerology.html
Análise certeira, tão certeira que de repente se abre a possibilidade de analisar as coisas noutra perspectiva. Acredite-se ou não, lá que a análise foi ao milímetro foi, e a pessoa que lê não conhece a pessoa que foi lida, que não conhece, disso tenho eu a certeza absoluta!!
Spooky!
Desafio!
É certo que não sou uma professora muito ortodoxa em determinadas circunstâncias (em especial em situação de crise disciplinar, ou de integração na escola), pedindo aos alunos que mostrem o que sentem, o que ambicionam alcançar, o que receiam, através da escolha de uma imagem, de uma palavra numa revista ou de um desenho. É certo que nunca um aluno me disse "oh, stora, que seca, não faço". É certo também que as escolhas feitas nunca deixam de me surpreender!
Agora, nunca antes um aluno me devolvera o desafio!
"Oh stora, a stora também vai fazer um desenho!".
Eu... eu pensei "why not?" !! E lá estive hoje a fazer aquilo que ando sempre a pregar! Acho que não saiu nada mal, considering!! Aguarela, uma imensidão de mar e um pôr-do-sol e uns navegantes! Vamos ver o que acha a aluna desta obra de arte!
Engraçado, quando os alunos não se limitam a um papel de obediência, mas pelo contrário, projectam o que aprendem nos outros, engraçado!
19.6.04
Stuff
Net
http://www.itools.com/
Traveling
http://www.weather.com/
Drawing
http://users.tinyonline.co.uk/yvonnehughes/celtic.htm
Silly
http://www.insults.net/html/swear/index.html
Legislação
http://www.cidadevirtual.pt/asjp/leis/leis.html
Finding
http://articles.findarticles.com/p/home?tb=art
Nemo
Limpar a alma com a aparente simplicidade de um filme animado. Achei graça aos gags, achei interessante a vertente pedagógica, achei lindíssimo o grafismo.
http://www.pixar.com/featurefilms/nemo/
Hoje é dia!
Tive uma conversa surrealista com uma senhora que não conheço de lado nenhum.
Não é costume, aqui em Portugal, as pessoas falarem abertamente de sexualidade e muito menos da sua sexualidade. Logo, qual não foi o meu espanto quando, durante a peregrinação habitual, a senhora sentada ao meu lado, atira uma pergunta de repente, a senhora também tem dias para estar com o seu marido? Eu, que não era casada, mas a que se referia a senhora, perguntei? Ela, a estaaaar, abrindo muito os olhos. Eu, ah!, ahm... não, na minha opinião não há dias específicos, mas porquê, perguntei. Ela, que à 6ª feira era o dia e que se sentia tão mal, que não lhe apetecia, contudo.. que era o dia..., respondeu conformada. Mas, aventurei-me eu na minha mania incontornável de me armar em ensinante, porque não diz ao seu marido que não vai ser hoje, mas que vão fazer qualquer coisa especial noutro dia, assim com um jantar simpático antes ou... Ela, sim, era bom... mas hoje é dia... Eu, que não havia dia, que pode viver-se a sexualidade em qualquer dia, a qualquer hora. Asneira..., pensei eu, no instante em que a senhora olha para mim esgazeada. Mas hoje é dia..., repetiu. Eu, que as coisas mudam, podem fazer-se de formas diferentes, até corta a rotina, pode ser interessante! Ela, ... mas hoje é dia, não entende, hoje é dia.
Ahm... pois..., pensei. Sorri e acenei que sim. Ela reclinou-se na cadeira, mais tranquila, pensando talvez que é melhor ser dia assim num dia específico do que andar agora cá em modernices...
That's life for ya!
15.6.04
Da assimetria
O livro do Pedro Paixão é surpreendente. Apanha-nos desprevenidos no percurso natural de quem lê palavra atrás de palavra. Contudo, a tranquila simplicidade do texto quase oriental, sobressalta a atenção e leva o leitor a reler uma ou outra frase de uma beleza imensa. No traço orientalista mistura-se a eterna nostalgia bem portuguesa. Esta mistura enternecedora não é, de forma alguma, motivo para que nos sintamos embalados, hipnotizados, obedientes. Pelo contrário, dá-nos vontade de não seguir o caminho habitual da página atrás de página, mas sim de agitar a superfície tranquila do lago espelhado, de ver para além da superfície, de ler e reler num seguimento de assimetria.
Era este mesmo o livro de que precisava esta semana.
... Aqui detesta-se a simetria. Aqui ama-se a harmonia suspensa por um fio que se pode, que ameça, a qualquer instante romper. Tudo aqui se encontra em equilíbrio instável. A simetria é uma forma pobre de harmonia. A assimetria em equilíbrio instável é uma forma superior de harmonia. A não simetria dos arranjos de flores, dos bonsais, dos jardins, das relações humanas, da diferença de sexos, da gente. A não simetria do pacote de chá. A não simetria do seppuko, o suicídio ritual. O simétrico está parado, não se move. O assimétrico está em movimento, vai a correr e, se parar, cai. ...
-- Pedro Paixão, Portokyoto
14.6.04
Espantoso
Nunca deixará de ser espantoso como uma coisa tão leve, a que se chama "esperança", pode encher uma alma.
-- Pedro Paixão, Portokyoto
Da basbaquice
Hoje fui à peregrinação da irritação. Porque será que sempre que de lá venho há uma moínha de irritação que vai crescendo paulatinamente? Porque será?
Entra uma senhora que não consegue falar senão por sons guturais sem qualquer articulação de palavra. Silêncio absoluto na sala. Inicia-se o tratamento. A sala descontrai-se. A senhora, de repente, pede qualquer coisa. Inicialmente não se percebe o quê. A senhora aponta, babando-se um pouco já, para uns toalhetes. A sala cala-se de novo, olhando pasmada para a senhora e para o lavatório que se encontra ao lado dos toalhetes. Digo à enfermeira, a senhora quer um lenço. A enfermeira, ah!! A sala em silêncio absoluto. A senhora babando-se ainda atrapalhada. Dá-se o toalhete à senhora, que rapidamente, tremendo um pouco, limpa o queixo. Simples. A sala em silêncio sepulcral. A senhora quase em lágrimas. Lanço um sorriso à senhora e digo, vai correr tudo bem. A senhora sorri um pouco, limpa os olhos e a saliva que teima em lhe sair pela boca entreaberta. Pergunto à senhora, já fez muitos tratamentos? Silêncio na sala. Olhares de jogo de ténis entre mim e a senhora. Ela faz o percurso das picadelas nos braços, indicando 4 tratamentos, e fazendo acompanhar a viagem com o som gutural que para ela, e para mim a pouco e pouco também, eram palavras. Sorri. Então este é o seu último tratamento, fantástico! Ela sorri também, agora um sorriso franco. A sala em silêncio. Observante. Eu, é isso, quando acabar este tratamento está de férias do hospital um tempito! A senhora sorri de novo e recolhe o olhar na suas mãos, evitando a sala. Em silêncio. Ainda. Quando a nossa conversa descansa, a sala anima-se e retoma o paleio. Why? Será assim tão difícil encarar com naturalidade alguém que é diferente, assim como eu sou diferente por me rir muito e falar pelos cotovelos, e a outra senhora por contar compulsivamente as histórias da sua empresa, e o outro senhor por andar com a ajuda de uma canadiana, e a outra senhora por não conseguir abrir as mãos, e o outro senhor por estar numa cadeira de rodas? Será assim tão difícil olharmos para a diferença do outro e vermos apenas um indivíduo e reagirmos apenas como reagimos em relação a qualquer outro indivíduo? Será????
A onda de irritação foi tanta que passei o resto do tempo a fazer uma ou outra pergunta à senhora, que quase agradecida, me respondia da forma que podia. A sala em soluços de silêncio e de paleio, ao sabor da nossa conversa. Pena a senhora não estar lá amanhã.
10.6.04
Vamos ver...
.. se há coisa que me irrita a alma é a obediência cega e bovina de manada. Perturba-me que um adulto, consciente, minimamente bem formado, tenha em si tamanha incapacidade de decisão, que se limite a seguir uma rota alheia irreflectidamente. Irrita-me que não consiga articular um discurso inteligente, que não construa um momento de inter-relação (vulgo diálogo) sem que se encha de silêncios cheios de significado em que não se entende nada, em que não se ouve nada, em que não se faz ideia do que pensa. Acima de tudo, enche-me de uma impaciência miudinha a incapacidade total, e irremediável?, de ouvir. Algo que pode ser tão simples, é-lhe, na verdade, quase impossível de fazer. Ouvir, é em muitos sentidos, dar e nem todos sabem dar, porque dar é abdicar de uma parte de si e disso tem um pavor imenso, um pavor de incapacidade?, um pavor de insegurança?, um pavor do desconhecido? Não é, contudo, numa atitude de obediência bovina que se aprende. Se calhar também não é esse o objectivo de vida... o que é pena.
2.6.04
Writings IV
You are the distant marker that defines one side of me, that same side that had been dormant for such a long time.
Unknowingly your gift to me today is your silence.
Writings III
A cloud away...
There’s a cloud in my glass,
it lays there, still, quiet,
in a silent royal attitude.
There’s a cloud in my glass,
it challenges my quietness,
and pushed me to reaction.
There’s a cloud in my glass.
There’s a glass by my river,
it plans to stay there, clouded,
in a peaceful manner.
There’s a glass by my river,
it reminds me of myself,
standing all by my-self.
There’s a glass by my river.
There’s a river in my prairie,
it flows, glassy and awake,
in silence.
There’s a river in my prairie,
it smiles and cries
with all the tears of Mankind.
There’s a river in my prairie.
There’s a mountain over there. See?
Where the cloud and the glass and the river are looking at.
It grows, steady, against the horizon.
It mimics life with its ups and downs.
It is alive.
There’s a mountain in my soul...
Writings II
It would be a dream of the salty sea. With silence and the loudest of noises. With smiles and a light frown. A dream of dreams and nightmares. It would be a dream of a quiet cumplicity, a dream of sharing time and fears and hopes. The scent of freedom...
Writings
Quando me preparo para saltar, reencontro o sorriso. O que faria ele por ali?
Da infinitude de um penhasco...
Luce
De um desencanto, sim, a complexidade. Que os pequenos eventos diários nos enchem de uma sibilina e aparente pacatez. O predador atento observa sub illa umbra. Limar o rosto e sorrir. Sorrir sempre a simplicidade de quem não vê. Sorrir sempre o sorriso do louco. E não ver? Ou, pelo contrário, ver? Ver, ver, ver, ver?
Diz-se num dicionário que uma visão é uma imagem vã que se julga ver em sonhos, ou por efeito de alucinação.
Talvez. Presa... ou predador?
Fowles in the Frith
Fowles in the frith,
The fisshes in the flood,
And I mon waxe wood
Much sorwe I walke with
For beste of boon and blood.
Histórias
Michiko estendeu-se de costas sobre a relva olhando as nuvens que passavam alto, talvez por sentir que sem querer me atormentava a mim mesmo e ela não pretendia embaraçar-me ainda mais com os seus olhos, talvez por estar a gostar de ouvir uma história triste através da qual nos sentimos misteriosamente menos sozinhos, mais acompanhados.
-- Pedro Paixão, Portokyoto
