13.9.06
Ferien!
Desrotinas
A simplicidade das desrotinas de férias é reconfortante.
Em casa tudo se emaranha, por muito que nos esforcemos para que tal não aconteça.
Aqui não. Às 8 da matina já não dormes que a Câmara Municipal tem que pôr aquela mini rotunda e aquele triângulo ali, cortando aqueles calhaus com uma máquina que se ouve em Lisboa, enquanto ainda estás grogue de sono. Também há umas maquinetas no prédio da frente, que quando fazem marcha-atrás apitam de tal forma que parecem anunciar uma crise eminente. Resultado, está na hora de levantar! O gato, que não é parvo, está a dormir desde que me levanto, enfiado no armário da roupa, no escurinho e no resguardo das loucuras sonoras.
Os luxos diários continuam. Leio o jornal (quem diria, ler o jornal todos os dias, fresquinho, acabado de sair!) e tomo o pequeno-almoço com pão fresco e manteiga e um belo copo de leite com chocolate.
Ao meio-dia pára tudo, homens, máquinas, gaivotas. Parece até que o trânsito diminui. Almoço. Regressarão dentro de uma hora.
Quando a companhia regressar da praia, também nós almoçamos, qualquer coisa leve e gelatina, que adoro. Ouve-se as notícias na TV e depois vem a siesta, duas horitas de não fazer nada.
O jantar aqui é quase sempre peixe. Passeio, para ver novas caras, novas coisas e para nos admirarmos com as pequenas novidades – o restaurante italiano passou a chinês, a rapariga que faz as trancinhas no cabelo está grávida, o parque de estacionamento tem umas tarifas malucas de 15 em 15 mins, o tipo do restaurante pespegou dois beijinhos tão de repente no mulherio que ficou tudo meio aparvalhado, o que achei graça, e as ruas estão cheias de rastas de faz-de-conta. Também temos o caricaturista crónico, que todos os anos se senta no mesmo canto da praça, o homem-estátua, com uma enigmática túnica branca que não tem muito a ver com o personagem, as mesmas lojas, as mesmas caras.
Há algo de animador neste regresso anual. Há coisas novas, mas, no essencial, pouco mudou e isso é reconfortante.
A simplicidade das desrotinas de férias é reconfortante.
Em casa tudo se emaranha, por muito que nos esforcemos para que tal não aconteça.
Aqui não. Às 8 da matina já não dormes que a Câmara Municipal tem que pôr aquela mini rotunda e aquele triângulo ali, cortando aqueles calhaus com uma máquina que se ouve em Lisboa, enquanto ainda estás grogue de sono. Também há umas maquinetas no prédio da frente, que quando fazem marcha-atrás apitam de tal forma que parecem anunciar uma crise eminente. Resultado, está na hora de levantar! O gato, que não é parvo, está a dormir desde que me levanto, enfiado no armário da roupa, no escurinho e no resguardo das loucuras sonoras.
Os luxos diários continuam. Leio o jornal (quem diria, ler o jornal todos os dias, fresquinho, acabado de sair!) e tomo o pequeno-almoço com pão fresco e manteiga e um belo copo de leite com chocolate.
Ao meio-dia pára tudo, homens, máquinas, gaivotas. Parece até que o trânsito diminui. Almoço. Regressarão dentro de uma hora.
Quando a companhia regressar da praia, também nós almoçamos, qualquer coisa leve e gelatina, que adoro. Ouve-se as notícias na TV e depois vem a siesta, duas horitas de não fazer nada.
O jantar aqui é quase sempre peixe. Passeio, para ver novas caras, novas coisas e para nos admirarmos com as pequenas novidades – o restaurante italiano passou a chinês, a rapariga que faz as trancinhas no cabelo está grávida, o parque de estacionamento tem umas tarifas malucas de 15 em 15 mins, o tipo do restaurante pespegou dois beijinhos tão de repente no mulherio que ficou tudo meio aparvalhado, o que achei graça, e as ruas estão cheias de rastas de faz-de-conta. Também temos o caricaturista crónico, que todos os anos se senta no mesmo canto da praça, o homem-estátua, com uma enigmática túnica branca que não tem muito a ver com o personagem, as mesmas lojas, as mesmas caras.
Há algo de animador neste regresso anual. Há coisas novas, mas, no essencial, pouco mudou e isso é reconfortante.
