Kommienezuspadt
13.2.05
 
Mentalidades
Moderei ontem um chat acerca do tema A sexualidade das pessoas com doenças crónicas. O tema é complexo, claro. Contudo, esperar-se-ia que hoje em dia se conseguisse falar acerca deste assunto de uma forma aberta, sem tabus. Pois... Não foi fácil. Houve quem se fosse embora, houve quem brincasse um bocadito e se risse à socapa, à laia de adolescente atrapalhado com um mundo novo, houve quem não dissesse nada, houve quem ficasse um pouco aflito quando falei em usar almofadas para tornar as posições mais confortáveis... (fez-se um silêncio...), mas... houve também, e foi por essa participação que tudo valeu a pena, quem se interessasse, quem conversasse abertamente acerca das dificuldades que enfrenta, dos medos, do ter que dizer não (de não consigo e não de não quero...) e das interpretações que um não (não gosta de mim, não me quer, não me acha atraente) pode ter por parte do parceiro(a), do flirting em qualquer altura do dia, do fazer amor/ter relações (em qualquer das variantes em que queiramos estar) fazendo mais do que o clássico intercourse.
Se tivessemos falado de formas de lidar com os efeitos secundários dos medicamentos que tomamos, eu nem estaria aqui a escrever isto.
Bom, foi uma tentativa. Outras se seguirão. Gostaria de ter ido muito mais longe. Gostaria de ter falado de coisas práticas, do como fazer, das soluções que outros encontraram, gostaria de ter podido fazer algumas sugestões mais explícitas/ousadas (na verdade o que é ousado? depende, não é verdade?).
Ainda temos um longo caminho a percorrer.
Next time!


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