Kommienezuspadt
24.10.03
 
DE UMA PALAVRA...
Pois foi ele que disse e ficaram assim. Pela janela um tremor de antecipação. O tempo parou, fragmentado, multifacetado num repente de suspeitas. A certeza.
Talvez pudéssemos tentar a rebelião, talvez... diz-me como, pensou ela. Ou tens medo?
Olhou em redor, enfadado, a disfarçar a sua pequenez, e a pensar que a desiludiria.
Mas ela não via. Pensava nas cicatrizes que não desapareceriam, alheada do que a rodeava, alheada dele. Talvez amanhã tudo fizesse sentido. Talvez amanhã ele não existisse. Talvez amanhã o horizonte fosse a linha de uma montanha ao longe e de um deserto límpido de tudo, de nada. Olhou para ele. E?
Ele, confuso. Que não entendia essa obsessão, que estava farto de a aturar. Que o mundo não girava em torno dela e das suas pequenas realidades, das suas pequenas preocupações.
Sorriu. Organiza-te. E disse, vou.
Espantado, ainda esboçou um "porquê...?" arrastado.
Contudo, ela foi. Partiu. Não hesitou.

In slow motion detail..., como diz a música.



<< Home

Powered by Blogger

Counter
Counter